CELULOIDE SECRETO, OUTROS VIESES! Este vagão do Expresso do Oriente, sob o comando do Prof Ms João Paulo de Oliveira, um insulso ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, tem como escopo versar sobre existencialismo, cultura e memória, alicerçado no viés da filósofa Hannah Arendt: "As ideias se estilhaçam frente à realidade". Como é aterrorizante ter ciência da dura realidade de viver sob a égide do "Mito das Cavernas"...
O Todesca está na janela apreciando a paisagem...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Companhia Truks Teatro de Bonecos
Caros(as) confrades!
Tenho a gratíssima satisfação de apresentar-lhes a Companhia Truks Teatro de Bonecos, que tive a prerrogativa de vê-los em ação em duas inesquecíveis atuações!!!! Eles são tão encantadores, mas tão encantadores, que adentrei no mundo mágico criado por eles e esqueci - naquele período mágico - as atribuições e atribulações do cotidiano!!!!
Quem desejar conhecer mais amiúde este supimpa grupo de Teatro de Bonecos acesse o endereço eletrônico:
www.truks.com.br
Falando em fantoches, já me deparei com um ser vivente, no mundo cibernético, que precisa - com celeridade - dos valiosos préstimos dos asseclas do Dr. Sigmund Freud, porque teve a audácia de enganar seus poucos leitores dando "vida" a fantoches, que "comentavam" no seu blog para dar a impressão que era um sucesso... Quando descobri e denunciei a farsa fui ameaçado de morte...
Quem desejar conhecer uma receita para inflar um blog acessem o livro de bordo deste vagão do Expresso do Oriente no dia 30 de janeiro de 2011 ou então:
http://joaopauloinquiridor.blogspot.com/2011/01/
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Estimado Confrade e Ilustre Prof. João Paulo.
ResponderExcluirLindos esses bonecos mas os mais antigos e famosos são od bonecos de Santo Aleixo.
Bonecos de Santo AleixoEstes títeres tradicionais do Alentejo parece terem tido a sua origem na aldeia que lhes deu nome. são títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul da Itália e do Norte da Europa, mas diminutos - de vinte a quarenta centímetros. Na dinastia que ora estudamos e que vem dos meados do século XIX, foram "inventados" ou "reelaborados" os seus textos por um certo Nepomuceno - o velho Nepomuceno - guarda de herdades, segundo parece, natural de Santo Aleixo que, vendo-se numa rixa de que resultou a morte de um homem, se refugiou em São Romão, Vila Viçosa, perto da fronteira com Espanha, dedicando-se aí, para subsistir, ao ofício de "bonecreiro".
O estojo de bonecos e textos tradicionais, que eram somente transmitidos via oral, chegaram às mãos de Ti'Manel Jaleca através de sua mulher, que os recebeu directamente dos seus antepassados.
Manuel Jaleca, que manteve o espectáculo durante algumas décadas, conheceu entretanto António Talhinhas, camponês dotado de grande poder de improvisação e cantador, que veio a imprimir grande dinâmica à companhia, acabando por comprar todo o espólio, passando Jaleca a seu empregado.
Ao que parece não são - ou melhor, não foram - os únicos "Bonecos de Santo Aleixo" que percorreram a nossa província. Jám em 1798 o Padre Vicente Pedro da Rosa mandara apreender e queimar, defronte da sua casa uns títeres "a que chamavam de Santo Aleixo e em que figurava desonesta e vielmente um Padre Chanca" no dizer do Padre Joaquim da Rosa Espanca, in "Memórias de Vila Viçosa".
Estes, os Bonecos que hoje se apresentam, foram pertença da família Talhinhas durante cerca de três décadas e a partir de 1967 "dados a conhecer ao mundo do culto" por Michel Giacometti e Henrique Delgado.
Por volta dos anos de 1975 ou 1976 e ainda após uma tentativa por parte da Secretaria de Estado da Cultura para revivificar a sua apresentação, Talhinhas viu-se sozinho e impossibilitado de realizar o espectáculo.
Foi somente em 1978 que o projecto de conservação dos Bonecos se podê concretizar, Graças à intervenção da Assembleia Distrital de Évora, que adquiriu todo o material ao Mestre Talhinha.
O Centro Cultural de Évora ficou dipositário de todo o espólio, e a recolha do repertório iniciou-se em 1980 com os ensaios de "manipulação" e "elocução" dirigidos pelo Mestre, trabalho que que foi concluído durante o ano de 1994 com a recolha de todos os textos tradicionais que a excelente memória de Talhinhas conservou.
Os Bonecos de Santo Aleixo, propriedade do Centro Cultural de Évora, são manipulados por uma "família", contituída por actores profissionais, que garantem a permanência do espectáculo, assegurando a continuidade desta expressão artística alentejana.
Conhecidos e apreciados em todo o país, com frequentes deslocações aos locais onde tradicionalmente se realiza o espectáculo, os Bonecos de Santo Aleixo participaram também em muitos certames internacionais fora do país (Espanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Grécia, França, Moçambique, Alemanha, Macau, China, Índia, Tailândia, Brasil, Rússia e México) e são anfitriões da Bienal Internacional de Marionetas de Évora - BIME que se realiza desde 1987.
Os Bonecos originais, assim como o restante espólio adquirido a Mestre Talhinhas estão expostos no Teatro Garcia Resende, enquanto esperam a criação do Museu dos Bonecos integrado na rede museológica da cidade.
Abraço amigo
Estimado confrade e amigo António Cambeta!
ResponderExcluirComo é do seu conhecimento no mês de maio vindouro está tudo acertado para minha estadia de 16 dias no reino distante além-mar!!! Claro que a cidade museu de Évora está incluída no roteiro!!! Quando lá estiver visitarei o Centro Cultural de Évora para conhecer mais amiúde os Bonecos de Santo Aleixo!!!
Caloroso abraço! Saudações criativas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP